sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

DEZEMBROS: de 2011 a 2012

Por Robson Cardoso

2011 passou a jato. Voando. Foi um ano inédito em volume e revolução de acontecimentos incomuns que se tornaram reais. Ano em que a utopia virou realidade.

Ninguém foi capaz de prever o que aconteceria neste ano: a primavera árabe após milênios de submissão com o destronamento – pelo povo - de ditadores há décadas no poder; um terremoto acompanhado de uma tsunami, com ondas de 30 metros de altura que destruíram parte do Japão; as chuvas que destruiram cidades na região serrana do Rio; um atirador massacrando a tiros crianças em uma escola e a ocupação do poder público nas favelas, também no Rio; um livro revelando o desvio de bilhões de dólares das privatizações na era FHC; uma juíza peitando a corrupção do judiciário brasileiro; uma mulher, ex-guerrilheira, é a comandante em chefe das forças armadas e presidente do Brasil; a Europa entra em colapso econômico e afunda na crise social; o Brasil ultrapassa a Grã-Bretanha e é a sexta economia do mundo. Essas estórias, até pouco tempo atrás, seriam impossíveis de acontecer.

Mas aconteceram. Estão acontecendo e trarão consigo seus desdobramentos no ano que se inicia. Os parâmetros da humanidade, já a partir de 2012, mudarão de maneira radical e definitivamente a maneira como viveremos daqui para frente e como vemos nossa realidade, mais do que em qualquer outro momento da nossa estória na Terra, até porque o próprio planeta está mudando, o tempo está mudado e o jogo pelo poder também, em grande parte graças à internet e suas redes sociais.

Algumas coisas que rolam pela rede e que a tv, os jornais e as revistas não contam é que já consumimos 95% dos grandes peixes dos oceanos; a Globo, pela primeira vez, não fará a cobertura televisiva das olimpíadas e está sendo ultrapassada no Ibope pela Record; Cuba está testando com sucesso uma vacina contra o câncer de pulmão; os chineses se preparam para uma viagem tripulada à lua e já possuem seu próprio sistema GPS; a Nasa se prepara para informar à humanidade que existe vida fora da Terra, algo que o Vaticano já considera possível. Essas coisas dentre várias outras, utópicas para muitos, serão a gênese de um novo mundo. Já estão acontecendo, já acontecem há muito tempo e só agora vamos tomar consciência das várias possibilidades que elas trazem.

No próximo ano o assunto mais batido e repetido será sobre a profecia maia de que o fim do mundo será em dezembro, no dia 21. O que se sabe é que os maias acertaram com precisão, há milhares de anos, dois eventos astronômicos que, segundo eles, sinalizariam um novo tempo para a humanidade – e não o fim do mundo como dizem alguns. Esse dois eventos são comprovados cientificamente: um eclipse solar em abril e um alinhamento dos planetas do sistema solar com o sol, que por sua vez estará alinhado com o centro da galáxia, chamado de precessão dos equinócios. Isto poderá desencadear uma onda gigantesca de energia solar que poderia destruir sistemas elétricos e eletrônicos, mergulhando o planeta na escuridão e no caos já que não existe tecnologia para se proteger de um evento deste porte – caso aconteça.

Mas até então é só especulação, nada se pode prever, vamos viver e esperar pra ver, pode ser mais uma grande utopia e eventos utópicos não acontecem, como se sabe.

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